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PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE

Por definição, a Psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais; portanto, a Psicologia estuda o Ser, e ajuda o Ser - a SER.

 

Contudo, o Ser é um fenómeno realmente complexo.

E com a “evolução” da sociedade, têm evoluído também as dificuldades em lidar com aquilo que é exigido pelo quotidiano, cada vez mais acelerado e preenchido, cada vez menos respeitoso da vida pessoal e familiar, e com tantas pressões nem sempre nos é possível dar as respostas que parecem ser as mais adequadas.

 

A terapia deve ser um espaço seguro para pensar, sentir e compreender o que muitas vezes fica guardado em silêncio. Não é apenas para momentos de crise — é também um caminho para quem quer viver com maior clareza, equilíbrio e bem-estar.

“If we can see the present clearly enough, we shall ask the right questions of the pass.” John Berger, 1972

 

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Foto: Joaquim Chaves

Concentrar no aqui e no agora, resolver o presente para trabalhar o passado, compreender como funcionam os nossos padrões de sempre para criar mudança no que ainda está por vir… esta é a perspectiva que enquadra a maioria do processo terapêutico.

 

Através de uma abordagem humanista e maioritariamente sob a alçada da corrente teórica cognitivo-comportamental, são múltiplas as técnicas utilizadas. Não obstante, a verdade é que a investigação parece cada vez mais querer mostrar que o mais importante será, talvez, não tanto o modelo teórico com que se trabalha, mas sim de que formas são utilizadas essas mesmas técnicas com cada indivíduo.

 

Referindo as palavras de V. Escudero, por exemplo, a melhor relação de empatia acontece quando o terapeuta adopta e ajusta o modelo que mais se adequa ao cliente e às suas características; é necessária uma relação, mais do que de compreensão, de entendimento emocional da pessoa.

 

A Psicologia é hoje aceite como um importante suporte aos mais diversos níveis. No fundo, é uma resposta possível (e potencialmente agradável) para quem deseja se (re)encontrar, (re)conhecer-se, no fundo: para quem procura sentir-se melhor.

 

Neste tipo de relação de ajuda, centrada no presente, há que orientar o foco da terapia para a procura de resolução de problemas. Não interessa tanto o diagnóstico, mas sim a expressão emocional dos sintomas e o que isso significa. Importa compreender como se formam estas ligações entre pensamentos, emoções e comportamentos em nós, e tal só pode ser verdadeiramente compreendido à luz de cada individualidade. 

 

A observação do «eu» é a principal determinante, bem como do «eu» na relação com os outros e com o mundo. O foco passa a ser o «como» (é que eu cheguei aqui) e, não tanto, o «porquê» (é que eu cheguei aqui). Pressupõe-se, então, que as causas do mau estar ou disfuncionalidade acabarão por ser entendidas com o desenvolvimento do próprio processo.

 

O processo é adaptado aos gostos, interesses e necessidades. O leque de estratégias é variado. Dentro do enquadramento daquilo que é a Abordagem Cognitivo-comportamental, pode incluir estratégias de Terapias de 3ª Geração (Mindfulness) mas, também, sob a alçada da expressão através da Arte - desde que tal faça sentido ao cliente.

 

Cada pessoa é olhada em suas características únicas, idiossincráticas.

 

Mas, acima de tudo, é tratada com respeito, sem filtros ou preconceitos.

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